Eleonora Hsiung + Melissa

30 anos, nascida em São Paulo, formada em direito, pós graduada em Moda pelo IED (Instituto Europeo di Desgin) morou por 2 anos na Europa, mais especificamente em Paris e Holanda, voltou ao Brasil em 2005 decida a estudar moda, estudou e achou que na prática aprenderia mais, abriu um ateliê e mostrou que realmente é praticando que se aprende, em maio de 2010 lançou uma coleção que se intitulou de Insustentável Leveza.

Com um grande currículo, Eleonora Hsiung hoje é a convidada para abrir nossa primeira entrevista, ela que acaba de lançar juntamente com a Melissa dois pares de sandálias belíssimas. Confira o que Eleonora pensa sobre a moda goiana e como foi que surgiu o convite pra esse grande trabalho, ela que foi super simpática e atenciosa conosco.

Eleonora, hoje, a troca de informações e dados ocorre 24 horas por dia e 7 dias por semana, um fluxo que não para nunca e estamos cada vez mais nos aproximando de muitos “mundos” que antes eram apenas restritos a determinado grupo e a moda foi um deles que teve uma aproximação notável, o que você acha dessa aproximação?

Excelente. Seja pra quem faz, seja pra quem usa, a moda é uma forma de expressão muito interessante e aproximar-se dela e de suas possibilidades só faz acrescentar à bagagem do indivíduo. Além do deleite estético, o contato com o mundo da moda pode trazer muitas informações sobre a cultura de uma época, de um lugar. Yves Saint Laurent disse uma vez que moda não é arte mas precisa de um artista pra existir e –penso eu – o trabalho de um artista sempre enriquece nosso olhar.

Você como estilista atuante no mercado goiano, o que você tem a nos dizer sobre? Como a nova turma que está vindo ai vai lidar? Serão felizes aqui ou terão que buscarnovos ares?

Boa pergunta. Estou muito curiosa pra saber o resultado desse boom de novos profissionais da moda em Goiânia. Só o tempo vai dizer. Muita gente diz que em Goiás há muito tempo se produz roupa, mas não design propriamente. Cabe a esta turma provar a que veio, mostrar que busca uma identidade própria – regional ou não – mas própria. Acho que hoje já há uma turma muito bacana tanto na área de criação, quanto de produção, styling, fotografia, maquiagem mas de qualquer maneira posso dizer que muito tem que ser feito, tanto para disseminação de uma cultura de consumo de moda mais autoral quanto para a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento de negócios relacionados a moda, como qualificação de mão de obra, criação de eventos que chamem a atenção para a produção local, etc. Os desafios são muitos e o primeiro passo, com certeza é a união. E por fim, acho que devemos sim sempre buscar novos ares, onde quer que seja, mas sempre tentar trazê-los como inspiração pra cá!

Você recebeu um convite mais do que especial, foi convidada para desenvolver um projeto juntamente com a Mellisa, onde saíram dois modelos feitos por você. Como e quando surgiu esse convite?

Através da minha amiga e designer goiana radicada em São Paulo, Daniela Ktenas, conheci o gerente da Galeria Melissa, Fernando, em uma viagem que fiz a São Paulo, em junho passado. Ele conheceu meu trabalho, gostou muito e me perguntou se eu teria interesse em fazer uma linha limitada de customizações para serem vendidas na Galeria Melissa, na Oscar Freire, em São Paulo. Eu aceitei na hora , rs! 😉

Como é desenvolver um produto que já teve nomes como Vivienne Westwood e Alexandre Herchcovitch?

Uma honra e um desafio. Honra porque esse convite é o reconhecimento de um trabalho que faço com amor e no qual acredito. Desafio porque criar para uma marca tão conceituada, que preza tanto o bom design – vide os nomes aos quais se associa– me faz ter vontade de me superar.

Ficamos sabendo que já está a vendas na Galeria Melissa na Oscar Freire em São Paulo e em Goiânia teremos o prazer de receber alguns pares?  Se não, por quê?

Infelizmente não, porque as parcerias da Melissa para customização de modelos são super limitadas, até pela impossibilidade de serem feitas para produção em larga escala. Então só lá na Galeria Melissa mesmo, na Oscar Freire!

Agora para finalizar, um jogo rápido…

Sonho? continuar fazendo o que amo e ser reconhecida por isso

Não sai de casa sem? celular – exceto quando o perco, como agora! L

Moda é? Um instrumento de expressão do indivíduo e não o contrário.

O que está lendo agora? Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis.

Ídolos: minha mãe. Na moda Martin Margiela e Alexander McQueen. Também gosto muito das marcas Jil Sanders, Dries Van Noten, Balenciaga, e Lanvin. No Brasil Maria Bonita e Huis Clos.

Revista: Em Goiânia, BAG e Zelo, que têm sido pioneiras na cobertura da moda local. No Brasil, Época, Piauí, MAG, a extinta Key, IdeaFixa, Elle, Vogue e L’Officiel. Estrangeiras, as Vogues Francesa e Inglesa, A MAGAZINE curated by, i-D, Dazed and Confused.

Música: gosto de tanta coisa diferente… Mas Visions of Paradise, do Mick Jagger, Paciência, do Lenine, Running to Stand Still e Walk On do U2 são especiais.

Se emociona com o filme: Emocionar talvez não seja a palavra. Mas o filme mais marcante que já asisti foi Gritos e Sussurros, de Ingmar Bergman.

Peça chave: estilo. Mas um bom jeans ajuda!

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Posted on 6 de Outubro de 2010, in Entrevista and tagged , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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